sexta-feira, 25 de abril de 2008
PARA REFLETIR DURANTE O FINAL DE SEMANA
"É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas idéias
PMDB FECHA ALIANÇA COM DEM NA CAPITAL
PMDB fecha com Kassab; Quércia defende apoio a Serra em 2010
Destacado em discursos no ato que oficializou aliança, tucano diz que aceita manifestação do peemedebista
Clarissa Oliveira e Silvia Amorim
Tamanho do texto? A A A A
Antes mesmo de iniciada a campanha eleitoral deste ano, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) uniram-se ontem para dar um impulso ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em suas pretensões de chegar em 2010 ao Palácio do Planalto. No mesmo ato em que PMDB e DEM sacramentaram uma aliança para reeleger Kassab em outubro, Quércia defendeu abertamente a tese de que seu partido endosse o nome do governador tucano para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A chapa ideal para 2010, na visão de ambos, passaria pela desistência do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) de disputar a prefeitura em outubro, deixando o caminho livre para Kassab. Restaria ao ex-governador tentar uma volta ao Palácio dos Bandeirantes. Quércia, já definido como candidato da aliança DEM-PMDB para o Senado em 2010, não quis derrubar a hipótese da candidatura própria de sua sigla à Presidência. Mas, sem dar atenção à presença do PMDB na base do presidente Lula, disse optar por Serra no caso de uma aliança.
"Tenho uma luta antiga no sentido de que o PMDB sempre tem de ter candidato a presidente. Esse é o pressuposto do PMDB. Se o PMDB não tiver candidato, o Serra é uma alternativa. Já foi o candidato do PMDB. Por que não?", indagou Quércia, em referência ao apoio dado à candidatura do tucano na eleição de 2002.
Primeiro provocado por jornalistas, depois no discurso que fez a membros do PMDB e do DEM que participaram do evento de ontem, Quércia também deixou clara sua opção por Serra numa eventual disputa com o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Para justificar a posição, brincou com o fato de o vice-presidente José Alencar ter dito que gostaria de ver um mineiro assumir a cadeira de Lula.
"Outro dia, nós vimos lá o nosso vice-presidente falar: ?Minas Gerais, faz 50 anos que não tem um presidente, né.? São Paulo faz 100. São Paulo faz 100 anos que não tem um presidente, porque o último presidente nascido em São Paulo foi o Rodrigues Alves", disse Quércia. "É que São Paulo é cosmopolita, São Paulo é a maior cidade nordestina do Brasil. São Paulo é Brasil."
SAÍDA
Kassab aproveitou uma deixa de Quércia e defendeu a postulação de Alckmin ao governo paulista em 2010 como saída para manter a aliança entre DEM e PSDB em São Paulo. "A vinda do PMDB nos dá condições de mostrar ao PSDB que essa aliança fortalecida é um argumento a mais para mostrar a viabilidade da eleição do Geraldo Alckmin governador", disse o prefeito. Além de contar com o apoio do próprio Serra, a tese é endossada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Kassab apontou a opção como o "melhor caminho para São Paulo". "É a nossa eleição na prefeitura e a eleição de Geraldo Alckmin governador." Disse ainda que a estratégia da aliança DEM-PMDB agora será convencer os tucanos a integrar o projeto. "É evidente que quando o PMDB decide que Kassab será seu candidato, nós vamos juntos mostrar ao PSDB que ele precisa estar junto nessa aliança, para que seja mantida a administração em São Paulo e no governo do Estado após o governo Serra."
Em todo o discurso, Kassab mostrou cautela em relação a Alckmin. "Seria uma falta de respeito minha dizer numa conversa com um aliado, que é o PSDB, que nós queremos ou isso ou isso." Mas deixou claro que o espaço do PSDB na aliança com o PMDB estaria restrito ao posto de vice. Ao defender seu nome para a cabeça de chapa, o prefeito disse que não se trata de "uma imposição, mas uma questão natural". "E vamos trabalhar para que essa naturalidade prevaleça."
Kassab admitiu que o evento de anúncio da aliança DEM-PMDB era uma oficialização de sua postulação à reeleição. "Nosso objetivo aqui é falar sim de uma candidatura, a candidatura do Kassab." Mas reiterou que continua empenhado em garantir a parceria com o PSDB.
Indagado sobre o apoio declarado por Quércia, Serra disse aceitar a manifestação favorável. "Se alguém diz que vai indicar seu nome para presidente, eu aceito. Mas ainda é muito cedo para discutir essa questão eleitoral", afirmou Serra, que participou de uma cerimônia para o reconhecimento de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPTN) pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado. "Fui eleito para ser governador de São Paulo, não para ser candidato. Acho que 2010 ainda está muito distante, mas qualquer observação favorável a mim eu sempre acho muito bom."
INFLUÊNCIA
As declarações de Quércia e Kassab ajudaram a dar peso à tese de que a força política de Serra foi crucial para o acerto entre o DEM e o PMDB. O governador evitou comentar a aliança, mas seu nome ganhou destaque nos discursos do ato que oficializou o acordo. O prefeito, por exemplo, empenhou-se em dizer que se orgulha de suceder o agora governador e referiu-se sucessivamente a seu governo como a "administração Serra-Kassab".
O governo de Serra foi incluído até mesmo nas conversas sobre a possibilidade de participação imediata do PMDB na gestão comandada pelo DEM e pelo PSDB. Questionado, Kassab confirmou que a aliança pressupõe a participação na administração. A tese vale, segundo ele, para o governo estadual. "É natural que, quando estamos juntos numa aliança, qualquer substituição, qualquer indicação sejam discutidas entre os aliados."
Destacado em discursos no ato que oficializou aliança, tucano diz que aceita manifestação do peemedebista
Clarissa Oliveira e Silvia Amorim
Tamanho do texto? A A A A
Antes mesmo de iniciada a campanha eleitoral deste ano, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) uniram-se ontem para dar um impulso ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em suas pretensões de chegar em 2010 ao Palácio do Planalto. No mesmo ato em que PMDB e DEM sacramentaram uma aliança para reeleger Kassab em outubro, Quércia defendeu abertamente a tese de que seu partido endosse o nome do governador tucano para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A chapa ideal para 2010, na visão de ambos, passaria pela desistência do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) de disputar a prefeitura em outubro, deixando o caminho livre para Kassab. Restaria ao ex-governador tentar uma volta ao Palácio dos Bandeirantes. Quércia, já definido como candidato da aliança DEM-PMDB para o Senado em 2010, não quis derrubar a hipótese da candidatura própria de sua sigla à Presidência. Mas, sem dar atenção à presença do PMDB na base do presidente Lula, disse optar por Serra no caso de uma aliança.
"Tenho uma luta antiga no sentido de que o PMDB sempre tem de ter candidato a presidente. Esse é o pressuposto do PMDB. Se o PMDB não tiver candidato, o Serra é uma alternativa. Já foi o candidato do PMDB. Por que não?", indagou Quércia, em referência ao apoio dado à candidatura do tucano na eleição de 2002.
Primeiro provocado por jornalistas, depois no discurso que fez a membros do PMDB e do DEM que participaram do evento de ontem, Quércia também deixou clara sua opção por Serra numa eventual disputa com o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). Para justificar a posição, brincou com o fato de o vice-presidente José Alencar ter dito que gostaria de ver um mineiro assumir a cadeira de Lula.
"Outro dia, nós vimos lá o nosso vice-presidente falar: ?Minas Gerais, faz 50 anos que não tem um presidente, né.? São Paulo faz 100. São Paulo faz 100 anos que não tem um presidente, porque o último presidente nascido em São Paulo foi o Rodrigues Alves", disse Quércia. "É que São Paulo é cosmopolita, São Paulo é a maior cidade nordestina do Brasil. São Paulo é Brasil."
SAÍDA
Kassab aproveitou uma deixa de Quércia e defendeu a postulação de Alckmin ao governo paulista em 2010 como saída para manter a aliança entre DEM e PSDB em São Paulo. "A vinda do PMDB nos dá condições de mostrar ao PSDB que essa aliança fortalecida é um argumento a mais para mostrar a viabilidade da eleição do Geraldo Alckmin governador", disse o prefeito. Além de contar com o apoio do próprio Serra, a tese é endossada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Kassab apontou a opção como o "melhor caminho para São Paulo". "É a nossa eleição na prefeitura e a eleição de Geraldo Alckmin governador." Disse ainda que a estratégia da aliança DEM-PMDB agora será convencer os tucanos a integrar o projeto. "É evidente que quando o PMDB decide que Kassab será seu candidato, nós vamos juntos mostrar ao PSDB que ele precisa estar junto nessa aliança, para que seja mantida a administração em São Paulo e no governo do Estado após o governo Serra."
Em todo o discurso, Kassab mostrou cautela em relação a Alckmin. "Seria uma falta de respeito minha dizer numa conversa com um aliado, que é o PSDB, que nós queremos ou isso ou isso." Mas deixou claro que o espaço do PSDB na aliança com o PMDB estaria restrito ao posto de vice. Ao defender seu nome para a cabeça de chapa, o prefeito disse que não se trata de "uma imposição, mas uma questão natural". "E vamos trabalhar para que essa naturalidade prevaleça."
Kassab admitiu que o evento de anúncio da aliança DEM-PMDB era uma oficialização de sua postulação à reeleição. "Nosso objetivo aqui é falar sim de uma candidatura, a candidatura do Kassab." Mas reiterou que continua empenhado em garantir a parceria com o PSDB.
Indagado sobre o apoio declarado por Quércia, Serra disse aceitar a manifestação favorável. "Se alguém diz que vai indicar seu nome para presidente, eu aceito. Mas ainda é muito cedo para discutir essa questão eleitoral", afirmou Serra, que participou de uma cerimônia para o reconhecimento de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPTN) pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado. "Fui eleito para ser governador de São Paulo, não para ser candidato. Acho que 2010 ainda está muito distante, mas qualquer observação favorável a mim eu sempre acho muito bom."
INFLUÊNCIA
As declarações de Quércia e Kassab ajudaram a dar peso à tese de que a força política de Serra foi crucial para o acerto entre o DEM e o PMDB. O governador evitou comentar a aliança, mas seu nome ganhou destaque nos discursos do ato que oficializou o acordo. O prefeito, por exemplo, empenhou-se em dizer que se orgulha de suceder o agora governador e referiu-se sucessivamente a seu governo como a "administração Serra-Kassab".
O governo de Serra foi incluído até mesmo nas conversas sobre a possibilidade de participação imediata do PMDB na gestão comandada pelo DEM e pelo PSDB. Questionado, Kassab confirmou que a aliança pressupõe a participação na administração. A tese vale, segundo ele, para o governo estadual. "É natural que, quando estamos juntos numa aliança, qualquer substituição, qualquer indicação sejam discutidas entre os aliados."
quinta-feira, 24 de abril de 2008
É HORA DE MUDANÇAS
HORA DE RECONSTRUIR
“Para te contentares olha para os que possuem menos do que tu, e não para os que possuem mais.” Benjamin Franklin
Nunca me envolvi diretamente com política. Sempre tive comigo restrições quanto ao meu envolvimento para com ela. Em minha opinião, política é sinônimo de traição, acordos políticos são sinônimos de conchavos, apoio depende do que se irá receber em troca.
Não consigo coadunar com certas coisas.
Talvez, minha forma de ver a política seja diferente da realidade. Talvez seja uma idealização com fundamento em famosos filósofos do passado e que, não mais são aplicáveis nos dias atuais. Mas, ética, honestidade e lealdade são coisas que não deveriam passar nunca. São elas pilares da dignidade de um homem público, que existem ou não em cada cidadão que se propõe a lutar por um ideal.
Infelizmente, esse tipo de homem-cidadão, está fora de moda no atual quadro político. O que vemos hoje em dia e, que tanta desesperança me trás, é o fato comprovado do homem público fazer de sua posição um instrumento para retaliar seus oponentes. Assim, tendo a máquina pública a seu favor e cargo de destaque político, utiliza-se deles para produzir dossiês, pressionar oposicionistas, ameaçando-os com toda sorte de desatinos como, por exemplo, perda de cargo ou relegando-o ao limbo enquanto for o manda-chuvas. Pior, muitas vezes, usam do cargo para pressionar instituições particulares que dependem de verbas públicas para forçá-las a demitir oposicionistas.
Faço minha, as palavras de Benjamin Franklin: “Por esse motivo sinto-me decepcionado com o homem público. Aquele que deveria ser o defensor maior da dignidade, uma vez que é exemplo. Um homem público que não respeita princípios, não é digno de ocupar cargo público algum, pois aquele que abre mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merece, nem liberdade, nem segurança.”
Princípios básicos da administração tais como Moralidade, Impessoalidade, Imparcialidade, parecem terem sido instituídas para os antigos gregos verem. Foram feitos para serem respeitados e não mascarados.
A improbidade tem um alcance muito maior que aquele apregoado no art 37 da constituição brasileira, mas não é o que se vê nos dias atuais uma vez que, a cada dia, mais e mais, vemos o contrário e, o pior, com a anuência popular e com, as jogadas e gincanas jurídicas permitidas pela legislação. Magoa-me ver nosso legislativo não mais legislar, machuca-me ver a instituição ser tomada de assalto pelas hordas selvagens do favorecimento que os levam a dizer amém a tudo que o executivo lhes impõe. Dói-me ver que, de um dos Três Poderes da República, nosso legislativo passou a ser “pau mandado” do Executivo.
Quando o caos se aproxima, quando os cavaleiros do apocalipse político se aproximam, serão alguns poucos cidadãos que ousarão levantar a bandeira na trincheira da ética e da dignidade. É mais fácil se unir ao inútil que travar essa batalha. Mesmo tendo consciência que esta ou aquela batalha estará perdida, antes mesmo do seu início, ainda assim, haverá aquele que levantará a voz, aquele que pregará no deserto, porque sabe que a batalha em si, nada significa quando se trata de defender a dignidade e ética, uma vez que, se tratam de valores próprios e, estes, têm-se ou não.
Nós, cidadãos, precisamos parar de aceitar a “Lei de Gérson” e, relegá-la ao limbo. Não precisamos de política de favores, mas de política de resultados. Enquanto permitirmos que nos cerquem os urubus e moscas de plantão, jamais conseguiremos implantar uma política de resultados, uma política que realmente nos traga para o mundo que todo cidadão deseja, ou seja, uma cidade, um estado e um país que priorize sempre, a qualidade de vida dos cidadãos. Enquanto acharmos que a política assistencialista é mais importante do que fazer o cidadão caminhar com as pernas próprias, veremos exemplos como os que vem ocorrendo no Nordeste Brasileiro, onde famílias inteiras, que antes trabalhavam, mas ganhavam pouco, encostarem-se nas redes porque, sem trabalharem, recebem muito mais do que quando laboravam pelo sustento.
Não é isso que desejo para meu País, para meu Estado e para minha Cidade.
Por esse motivo que precisamos de homens que antes nem se imaginavam se envolvendo com política, pois tinham em mente que, se envolver em política significava ter que nadar em um mar de lama.
Pior que não agir, é ser omisso. Esta foi minha conclusão e, se quisermos mudar alguma coisa, precisamos nos engajar na luta, resgatando de volta a arte de fazer política, mas uma política pautada pela ética e pela dignidade. Precisamos acabar com o toma lá, dá cá. Precisamos de gente competente nos cargos essenciais e, não por favores políticos.
Precisamos de renovação, lembrando aos mais antigos, que o novo sempre vem. A esperança é que o novo venha mais limpo, mais puro, não precisa ser inocente, mas precisa pensar em seu povo acima de todas as coisas, até mesmo de si. É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo mesmo expondo-se ao insucesso, que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito; E vivem nessa penumbra cinzenta sem conhecer nem vitória nem derrota.
Por esse motivo, cidadão itapevense, paulista e brasileiro, devemos aprender a fazer política, para que, no futuro, não tenhamos que debater sempre os velhos temas envolvendo corrupção, desatinos políticos e mau uso de dinheiro público.
É certo que não se faz uma mudança dessas da noite para o dia, ela deve ser gradativa, mas o mais importante é saber que a reforma é feita pela base piramidal, ou seja, por nós cidadãos comuns. Portanto, a reconstrução política deste País deve ter início neste ano, pois nós somos a base, somos quem determinamos o que será e, o que acontecerá daqui para frente e os rumos que seguiremos nos próximos anos.
Continuamos como estamos ou procuramos mudar. O seu voto dirá nos pleitos que se aproximam. Vamos fazer de 2008, marco inicial da nova política nacional, vamos, cidadãos, fazer política, pois é passada a hora de reconstruir nosso universo político.
“Para mim não importa quantos passos deu para trás, quanto tempo ficou marcando o passo. Importa, quantos passos decidiu dar para frente”
Takeyuti Ykeuti Filho.
(takeyuti.filho@terra.com.br)
“Para te contentares olha para os que possuem menos do que tu, e não para os que possuem mais.” Benjamin Franklin
Nunca me envolvi diretamente com política. Sempre tive comigo restrições quanto ao meu envolvimento para com ela. Em minha opinião, política é sinônimo de traição, acordos políticos são sinônimos de conchavos, apoio depende do que se irá receber em troca.
Não consigo coadunar com certas coisas.
Talvez, minha forma de ver a política seja diferente da realidade. Talvez seja uma idealização com fundamento em famosos filósofos do passado e que, não mais são aplicáveis nos dias atuais. Mas, ética, honestidade e lealdade são coisas que não deveriam passar nunca. São elas pilares da dignidade de um homem público, que existem ou não em cada cidadão que se propõe a lutar por um ideal.
Infelizmente, esse tipo de homem-cidadão, está fora de moda no atual quadro político. O que vemos hoje em dia e, que tanta desesperança me trás, é o fato comprovado do homem público fazer de sua posição um instrumento para retaliar seus oponentes. Assim, tendo a máquina pública a seu favor e cargo de destaque político, utiliza-se deles para produzir dossiês, pressionar oposicionistas, ameaçando-os com toda sorte de desatinos como, por exemplo, perda de cargo ou relegando-o ao limbo enquanto for o manda-chuvas. Pior, muitas vezes, usam do cargo para pressionar instituições particulares que dependem de verbas públicas para forçá-las a demitir oposicionistas.
Faço minha, as palavras de Benjamin Franklin: “Por esse motivo sinto-me decepcionado com o homem público. Aquele que deveria ser o defensor maior da dignidade, uma vez que é exemplo. Um homem público que não respeita princípios, não é digno de ocupar cargo público algum, pois aquele que abre mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merece, nem liberdade, nem segurança.”
Princípios básicos da administração tais como Moralidade, Impessoalidade, Imparcialidade, parecem terem sido instituídas para os antigos gregos verem. Foram feitos para serem respeitados e não mascarados.
A improbidade tem um alcance muito maior que aquele apregoado no art 37 da constituição brasileira, mas não é o que se vê nos dias atuais uma vez que, a cada dia, mais e mais, vemos o contrário e, o pior, com a anuência popular e com, as jogadas e gincanas jurídicas permitidas pela legislação. Magoa-me ver nosso legislativo não mais legislar, machuca-me ver a instituição ser tomada de assalto pelas hordas selvagens do favorecimento que os levam a dizer amém a tudo que o executivo lhes impõe. Dói-me ver que, de um dos Três Poderes da República, nosso legislativo passou a ser “pau mandado” do Executivo.
Quando o caos se aproxima, quando os cavaleiros do apocalipse político se aproximam, serão alguns poucos cidadãos que ousarão levantar a bandeira na trincheira da ética e da dignidade. É mais fácil se unir ao inútil que travar essa batalha. Mesmo tendo consciência que esta ou aquela batalha estará perdida, antes mesmo do seu início, ainda assim, haverá aquele que levantará a voz, aquele que pregará no deserto, porque sabe que a batalha em si, nada significa quando se trata de defender a dignidade e ética, uma vez que, se tratam de valores próprios e, estes, têm-se ou não.
Nós, cidadãos, precisamos parar de aceitar a “Lei de Gérson” e, relegá-la ao limbo. Não precisamos de política de favores, mas de política de resultados. Enquanto permitirmos que nos cerquem os urubus e moscas de plantão, jamais conseguiremos implantar uma política de resultados, uma política que realmente nos traga para o mundo que todo cidadão deseja, ou seja, uma cidade, um estado e um país que priorize sempre, a qualidade de vida dos cidadãos. Enquanto acharmos que a política assistencialista é mais importante do que fazer o cidadão caminhar com as pernas próprias, veremos exemplos como os que vem ocorrendo no Nordeste Brasileiro, onde famílias inteiras, que antes trabalhavam, mas ganhavam pouco, encostarem-se nas redes porque, sem trabalharem, recebem muito mais do que quando laboravam pelo sustento.
Não é isso que desejo para meu País, para meu Estado e para minha Cidade.
Por esse motivo que precisamos de homens que antes nem se imaginavam se envolvendo com política, pois tinham em mente que, se envolver em política significava ter que nadar em um mar de lama.
Pior que não agir, é ser omisso. Esta foi minha conclusão e, se quisermos mudar alguma coisa, precisamos nos engajar na luta, resgatando de volta a arte de fazer política, mas uma política pautada pela ética e pela dignidade. Precisamos acabar com o toma lá, dá cá. Precisamos de gente competente nos cargos essenciais e, não por favores políticos.
Precisamos de renovação, lembrando aos mais antigos, que o novo sempre vem. A esperança é que o novo venha mais limpo, mais puro, não precisa ser inocente, mas precisa pensar em seu povo acima de todas as coisas, até mesmo de si. É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo mesmo expondo-se ao insucesso, que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito; E vivem nessa penumbra cinzenta sem conhecer nem vitória nem derrota.
Por esse motivo, cidadão itapevense, paulista e brasileiro, devemos aprender a fazer política, para que, no futuro, não tenhamos que debater sempre os velhos temas envolvendo corrupção, desatinos políticos e mau uso de dinheiro público.
É certo que não se faz uma mudança dessas da noite para o dia, ela deve ser gradativa, mas o mais importante é saber que a reforma é feita pela base piramidal, ou seja, por nós cidadãos comuns. Portanto, a reconstrução política deste País deve ter início neste ano, pois nós somos a base, somos quem determinamos o que será e, o que acontecerá daqui para frente e os rumos que seguiremos nos próximos anos.
Continuamos como estamos ou procuramos mudar. O seu voto dirá nos pleitos que se aproximam. Vamos fazer de 2008, marco inicial da nova política nacional, vamos, cidadãos, fazer política, pois é passada a hora de reconstruir nosso universo político.
“Para mim não importa quantos passos deu para trás, quanto tempo ficou marcando o passo. Importa, quantos passos decidiu dar para frente”
Takeyuti Ykeuti Filho.
(takeyuti.filho@terra.com.br)
FRASE DO DIA
É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo mesmo expondo-se ao insucesso, que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito; E vivem nessa penumbra cinzenta sem conhecer nem vitória nem derrota.
Franklin Roosevelt
Franklin Roosevelt
sábado, 19 de abril de 2008
DIA 23 DE ABRIL É DIA DE SÃO JORGE, O SANTO GUERREIRO.
São Jorge - O santo guerreiro
Dia: 23 de abril
História
Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."
Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.
A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.
O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.
Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.
Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.
Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.
A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge.
A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge...
Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge.
Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje.
Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos.
As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.
Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção.
O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: "A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo". Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.
A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade.
Oração à São Jorge.
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge, Rogai por Nós.
Dia: 23 de abril
História
Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."
Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.
A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Lendas: um horrível dragão saía de vez em quando das profundezas de um lago e se atirava contra os muros da cidade trazendo-lhe a morte com seu mortífero hálito. Para ter afastado tamanho flagelo, as populações do lugar lhe ofereciam jovens vítimas, pegas por sorteio. um dia coube a filha do Rei ser oferecida em comida ao monstro. O Monarca, que nada pôde fazer para evitar esse horrível destino da tenra filhinha, acompanhou-a com lágrimas até às margens do lago. A princesa parecia irremediavelmente destinada a um fim atroz, quando de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era São Jorge.
O valente Guerreiro desembainhou a espada e, em pouco tempo reduziu o terrível dragão num manso cordeirinho, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo, para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.
Datas Marcantes No século XII, a arte, literatura e religiosa popular representam São Jorge, como soldado das cruzadas com manto e armadura com cruz vermelha, nobre um cavalo branco, com lança em punho, vencendo um dragão. São Jorge é o cavaleiro da cruz que derrota o dragão do mal, da dominação e exclusão.
Desde o século VI, havia peregrinações ao túmulo de São Jorge em Lídia. Esse santuário foi destruído e reconstruído várias vezes durante a história.
Santo Estevão, rei da Hungria, reconstruiu esse santuário no século XI. Foram dedicadas numerosas igrejas a São Jorge na Grécia e na Síria.
A devoção a São Jorge chegou à Sicília na Itália no século VI. No séc. VII o siciliano Papa Leão II construiu em Roma uma igreja para S. Sebastião e S. Jorge. No séc. VIII, o Papa Zacarias transferiu para essa igreja de Roma a cabeça de S. Jorge.
A devoção a São Jorge chegou a Inglaterra no século VIII. No ano de 1101, o exército inglês acampou na Lídia antes de atacar Jerusalém. A Inglaterra tornou-se o país que mais se distinguiu no culto ao mártir São Jorge...
Em 1340, o rei inglês Eduardo III instituiu a Ordem dos cavaleiros de São Jorge.
Foi o Papa Bento XIV (1740-1758) que fez São Jorge, padroeiro da Inglaterra até hoje.
Em 1420, o rei húngaro, Frederico III (1534) evoca-o para lutar contra os turcos.
As Cruzadas Medievais tornaram popular no ocidente a devoção a São Jorge, como guerreiro, padroeiro dos cavaleiros da cruz e das ordens de cavalaria, para libertar todo país dominado e para converter o povo no cristianismo.
Seu dia foi colocado no Calendário particular da Igreja, isto é, celebrados nos lugares de sua devoção.
O Sr. Cardeal D. Eugenio Sales, assim se pronunciou: "A devoção de São Jorge nos deve levar a Jesus Cristo". Pela palavra do Cardeal Sales sentimos a autenticidade do Culto a São Jorge.
A quem ajuda: é a força de Deus na luta dos excluídos e marginalizados da sociedade.
Oração à São Jorge.
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge, Rogai por Nós.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
NÃO É A ORDEM NATURAL DAS COISAS
NÃO É A ORDEM NATURAL DAS COISAS.
Morrer cedo é uma transgressão da ordem natural das coisas. Que pai, em sã consciência, consegue, por um segundo que seja, se imaginar indo ao funeral de um filho?
Acredito que nenhum de nós, não é a ordem natural das coisas.
A ordem natural diz que somos nós que devemos ir primeiro.
Quem consegue se imaginar vendo seu menino tomar um banho, se pentear, eventualmente usar um gel para os cabelos, passar um perfume, vestir sua “beca” mais bonita e calçar seu tênis incrementado, enfim, todo aquele preparativo que antecede a ida a uma festinha de aniversário ou para uma balada?
Com certeza passaria por nossas mentes o pensamento deles: “eu preciso estar bonito, afinal, todos os meus amigos vão estar lá”. O que dizer então, da possibilidade de encontrar com aquela menininha bonitinha que faz meu coraçãozinho disparar todas as vezes que meus olhos pousam sobre ela?
O que jamais passaria por nossas mentes é que aquele momento, aquela noite, seria a última vez que veríamos nosso menino feliz. Que ele voltaria para casa indo embora. Nenhum pai consegue imaginar um momento como esse, nem por um segundo que seja. Não é a ordem natural das coisas.
Uma brincadeira, apenas uma brincadeira e a fatalidade! Basta uma brincadeira, basta um segundo de descuido, para inverter a ordem natural das coisas.
Como imaginar um filho saindo de casa feliz e não mais voltar para nossos braços? Não dá, é impossível de se imaginar. Não podemos tolher-lhes a liberdade, apenas torcer para que tudo corra bem e eles voltem seguros para casa.
O que resta é dor, sentimento de impotência, lembranças daquele rosto tão conhecido e tão amado. Pode restar a sensação de culpa, de ter errado em algum momento, mas que não é a verdade, não existem erros, não existem culpados.
Todos os pais se preocupam com os filhos, principalmente quando não estão sobre nossas vistas. Isso é fato e inegável, pois é a ordem natural das coisas.
O que não faz parte da ordem natural das coisas é saber que, apesar de criarmos nossos filhos para o mundo, como dizem por aí, é não os termos de volta após um passeio, um aniversário, uma balada.
Morrer cedo não faz parte da ordem natural das coisas. Como diz um poema sobre a morte: “Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz”.
Morrer cedo, sem nada ter vivido, é um absurdo! Só pode ser brincadeira do destino.
Haverá quem diga que era a hora e, quando ela chega, nada pode ser feito para mudá-la. Outros dirão que está descansando. Digam isso para quem perdeu seu bem mais precioso. Não há o que dizer e, não haverá nada no mundo que faça com que a inversão natural das coisas seja alterada. Não haverá nada que apague ou diminua a dor e o vazio que fica.
Aos amigos ficará a lição de como a vida é frágil, de como em um segundo uma brincadeira pode virar uma fatalidade. Mas, também fica a certeza que não há culpados, ninguém é culpado e, se alguém sentir qualquer resquício de culpa, pense que seu amigo que partiu, não quer que se sinta assim.
O que resta, depois de tudo, é a saudade e a luta para superar a perda. O que resta é a união e o amor daqueles que deveriam ter ido antes, antes de nossos filhos. Nos resta encontrar forças para superar e tentar entender o porque de, justamente conosco, a ordem natural das coisas não terem funcionado como deveria ser.
Nota do autor: esta semana, após 5 dias de luta, Guilherme partiu. Partiu jovem, ainda iniciando a jornada interrompida de forma abrupta e trágica devido a uma brincadeira. Em nome da minha enteada, Ana Luiza, neste meu espaço presto homenagem ao jovem Guilherme Resende, o “Gui”. Aos pais, Oswaldo e Cristina, nosso mais sincero pesar. Sejam fortes, pois a caminhada ainda será longa, mas “Gui” viverá para sempre em nossas lembranças.
Takeyuti Ykeuti Filho.
Morrer cedo é uma transgressão da ordem natural das coisas. Que pai, em sã consciência, consegue, por um segundo que seja, se imaginar indo ao funeral de um filho?
Acredito que nenhum de nós, não é a ordem natural das coisas.
A ordem natural diz que somos nós que devemos ir primeiro.
Quem consegue se imaginar vendo seu menino tomar um banho, se pentear, eventualmente usar um gel para os cabelos, passar um perfume, vestir sua “beca” mais bonita e calçar seu tênis incrementado, enfim, todo aquele preparativo que antecede a ida a uma festinha de aniversário ou para uma balada?
Com certeza passaria por nossas mentes o pensamento deles: “eu preciso estar bonito, afinal, todos os meus amigos vão estar lá”. O que dizer então, da possibilidade de encontrar com aquela menininha bonitinha que faz meu coraçãozinho disparar todas as vezes que meus olhos pousam sobre ela?
O que jamais passaria por nossas mentes é que aquele momento, aquela noite, seria a última vez que veríamos nosso menino feliz. Que ele voltaria para casa indo embora. Nenhum pai consegue imaginar um momento como esse, nem por um segundo que seja. Não é a ordem natural das coisas.
Uma brincadeira, apenas uma brincadeira e a fatalidade! Basta uma brincadeira, basta um segundo de descuido, para inverter a ordem natural das coisas.
Como imaginar um filho saindo de casa feliz e não mais voltar para nossos braços? Não dá, é impossível de se imaginar. Não podemos tolher-lhes a liberdade, apenas torcer para que tudo corra bem e eles voltem seguros para casa.
O que resta é dor, sentimento de impotência, lembranças daquele rosto tão conhecido e tão amado. Pode restar a sensação de culpa, de ter errado em algum momento, mas que não é a verdade, não existem erros, não existem culpados.
Todos os pais se preocupam com os filhos, principalmente quando não estão sobre nossas vistas. Isso é fato e inegável, pois é a ordem natural das coisas.
O que não faz parte da ordem natural das coisas é saber que, apesar de criarmos nossos filhos para o mundo, como dizem por aí, é não os termos de volta após um passeio, um aniversário, uma balada.
Morrer cedo não faz parte da ordem natural das coisas. Como diz um poema sobre a morte: “Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz”.
Morrer cedo, sem nada ter vivido, é um absurdo! Só pode ser brincadeira do destino.
Haverá quem diga que era a hora e, quando ela chega, nada pode ser feito para mudá-la. Outros dirão que está descansando. Digam isso para quem perdeu seu bem mais precioso. Não há o que dizer e, não haverá nada no mundo que faça com que a inversão natural das coisas seja alterada. Não haverá nada que apague ou diminua a dor e o vazio que fica.
Aos amigos ficará a lição de como a vida é frágil, de como em um segundo uma brincadeira pode virar uma fatalidade. Mas, também fica a certeza que não há culpados, ninguém é culpado e, se alguém sentir qualquer resquício de culpa, pense que seu amigo que partiu, não quer que se sinta assim.
O que resta, depois de tudo, é a saudade e a luta para superar a perda. O que resta é a união e o amor daqueles que deveriam ter ido antes, antes de nossos filhos. Nos resta encontrar forças para superar e tentar entender o porque de, justamente conosco, a ordem natural das coisas não terem funcionado como deveria ser.
Nota do autor: esta semana, após 5 dias de luta, Guilherme partiu. Partiu jovem, ainda iniciando a jornada interrompida de forma abrupta e trágica devido a uma brincadeira. Em nome da minha enteada, Ana Luiza, neste meu espaço presto homenagem ao jovem Guilherme Resende, o “Gui”. Aos pais, Oswaldo e Cristina, nosso mais sincero pesar. Sejam fortes, pois a caminhada ainda será longa, mas “Gui” viverá para sempre em nossas lembranças.
Takeyuti Ykeuti Filho.
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