(Fonte: VEJA)
Entrevista: Garibaldi Alves
O Congresso na UTI
O senador diz que o Parlamento está agonizante e que
muitos políticos usam o mandato apenas em proveito próprio
Otávio Cabral
Ana Araujo
"O Legislativo não é mais
uma voz da sociedade nem
uma caixa de ressonância.
Está meio sem função"
O Congresso Nacional tem enfrentado uma seqüência de tormentas que, nos últimos anos, debilitaram a credibilidade de muitos de seus membros e feriram gravemente a imagem da instituição. Deputados ganharam alcunhas de mensaleiros e sanguessugas – isso só para falar dos casos mais conhecidos. O último dos escândalos envolveu o senador Renan Calheiros, então presidente do Senado, que renunciou ao cargo depois da revelação de um lado repugnante de sua biografia, que misturava amante, lobistas, dinheiro e bois fantasmas num mesmo enredo. O novo presidente do Congresso, o senador Garibaldi Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte, foi eleito há quatro meses e prometeu recuperar os laços que o Parlamento sempre manteve com a opinião pública. "Mas está difícil", reconhece ele. Em entrevista a VEJA, Garibaldi diz que a política hoje é coisa para endinheirados e que muitos parlamentares só pensam em tirar proveito pessoal de seu mandato. Ele não poupa nem os colegas peemedebistas. Com seu jeito simplório e sua voz mansa, o presidente do Congresso critica o governo, o presidente Lula e também defende o aumento do salário dos parlamentares.
Veja – O senhor assumiu a presidência de um Congresso desgastado pelo escândalo que culminou com a renúncia de Renan Calheiros e paralisado pelo excesso de medidas provisórias do governo. Qual é o seu diagnóstico?
Garibaldi – O Congresso deixou de votar, de legislar, de cumprir sua função. É uma agonia lenta que está chegando a um ponto culminante. Essa questão das medidas provisórias é emblemática da crise do Legislativo, que não é mais uma voz da sociedade, não é mais uma caixa de ressonância da opinião pública. Está meio sem função. O Congresso está na UTI, e ninguém do mundo político percebe que esse desapreço pelo Poder Legislativo é uma coisa que está minando as suas bases de sustentação e que a qualquer hora poderá haver um momento de maior tensão, de crise entre os poderes. À medida que o Legislativo abre mão de suas prerrogativas, o Executivo invade espaços. Precisamos inverter essa tendência.
Veja – Mas o desgaste do Congresso não decorre só da questão política. Nos últimos anos, os escândalos se sucederam e o Legislativo pouco fez para punir os envolvidos. Essa aparente leniência com a corrupção não ajuda a construir uma boa imagem do Congresso...
Garibaldi – Essa leniência tira a autoridade do Legislativo. Hoje, o Congresso só quer atuar na fiscalização de outros poderes, através das CPIs, mas esquece que precisa antes fazer uma faxina dentro de casa. Por exemplo: precisamos ter coragem de encarar a opinião pública na questão dos subsídios, dos vencimentos dos parlamentares.
Veja – O que o aumento do salário dos congressistas tem a ver com isso?
Garibaldi – Se eu fosse chamado agora para uma reunião, diria: vamos definir um salário justo para os parlamentares. Na hora, poderia me desgastar pela falta de credibilidade do Legislativo. Mas o parlamentar precisa de um salário maior, com menos penduricalhos, compatível com outros poderes. Não digo nem com o Executivo, que não é modelo para isso, já que um ministro ganha 8 000 reais líquidos. Hoje, o Legislativo está emparedado, intimidado, e ninguém quer enfrentar essa questão. Mas é uma questão justa.
Veja – Em sua avaliação, a absolvição do senador Renan Calheiros foi uma decisão correta dos senadores?
Garibaldi – A absolvição de Renan penalizou o Legislativo. Mas é uma questão difícil. Quero ter todo o cuidado de falar de uma pessoa que era colega. Quer dizer, é colega. Ele anda aparecendo menos, mas ainda está lá. Pelo coleguismo, todos têm cuidado, pensam muito antes de decidir. Eu até hoje não sei qual punição ele merecia. É difícil julgar um par, é um julgamento muito político. Eu tive duas posições. No primeiro julgamento, fui a favor da cassação. No segundo, fui contra. Esse tipo de julgamento é um dilema para o Legislativo. Mas, sem dúvida, prevaleceu mesmo a imagem da impunidade.
Veja – Analistas dizem que a imagem péssima do Legislativo, principalmente em razão dos casos de corrupção, tem atraído cada vez mais pessoas desqualificadas para a política. O senhor concorda com isso?
Garibaldi – A política hoje é o seguinte: quem já entrou sem dinheiro tenta sobreviver. Mas quem é liso não tem mais vez. Só vão entrar os endinheirados ou quem está atrás de mais dinheiro.
Veja – Como fazer para resgatar a imagem do Congresso?
Garibaldi – Não quero dourar a pílula. A situação está muito difícil. A discussão das medidas provisórias pode ser uma retomada de caminho. Câmara e Senado estavam funcionando como
duas entidades distintas e, agora, começam a se reunir, a tentar falar a mesma língua. Eu gostaria de ver até o fim do meu curto mandato, em fevereiro, sinais dessa reação. Há muita gente boa no Congresso, mas a maioria está desanimada. Muita gente está lá apenas para aprovar umas emendazinhas e conseguir uns cargos para se reeleger. A maioria dos parlamentares segue a lógica de votar com o governo, liberar as emendas, emplacar um cargo para um aliado e colher os dividendos nas eleições seguintes. Os políticos se contentam com isso e, sem saber, fazem um mal danado ao Legislativo. A Casa pode desmoronar do jeito que vai.
Veja – O Palácio do Planalto utilizou um dossiê com gastos secretos do presidente Fernando Henrique para tentar intimidar a oposição e inviabilizar a CPI dos Cartões. O senhor acha que a revelação do dossiê vai fazer com que a CPI ande?
Garibaldi – O episódio do dossiê foi bom para dar um alento a essa comissão, para a investigação pegar. Tem de investigar, tem de abrir tudo. Fernando Henrique fez uma carta para Arthur Virgílio pedindo para abrir todas as suas contas. Lula devia seguir o exemplo e fazer uma carta para o Romero Jucá (líder do governo no Senado) para abrir tudo isso aí. Não há nenhum problema de segurança nacional. Não vejo como essas despesas possam ameaçar um governo. Usar argumento de segurança nacional é coisa de ditadura, de regime autoritário. Essa tese não combina com a democracia. O lixo do presidente da República não é diferente do lixo de nenhum contribuinte. A mordomia faz parte do poder. Lula como presidente da República e eu aqui como presidente do Senado temos direito a uma certa mordomia. Mas isso deve ser totalmente transparente.
Veja – A maneira mais comum de o governo do PT tentar evitar uma investigação no Congresso é apelar para a tese de que o governo anterior fez o mesmo. Essa disputa para ver quem errou primeiro não provoca uma descrença na classe política?
Garibaldi – Ajuda muito a desmoralizar os políticos. Não quero dizer que não se deva comparar uma administração com a outra. Mas comparar seus feitos, não comparar para ver quem é pior, quem fez o errado antes. Há um nivelamento por baixo. O que a população espera é que se corrija o erro, não que se faça a exaltação do errado. Lá no Nordeste, há um dito popular assim: todo mundo calça 40. Significa que são todos iguais. Quando vejo essa troca de acusações entre PT e PSDB, lembro logo da frase. Todos eles calçam 40.
Veja – Mas o senhor é do PMDB, partido que esteve ao lado dos tucanos, hoje apóia os petistas e, assim, vai se perpetuando no poder, independentemente dos governos, há vinte anos. O seu partido também não calça 40?
Garibaldi – Dentro do PMDB há uma corrente que quer nadar contra essa maré. Mas essa prática do fisiologismo termina nivelando todo mundo por baixo. A imagem hoje é a de que quem é do PMDB não presta. É uma injustiça generalizar, todo partido tem gente fisiológica e gente séria, mas o meu partido deu motivos. Para enfrentar isso, o partido precisaria oferecer a outra face, a face boa. Mas qual será essa face boa, essa ilha de excelência?
Veja – Qual?
Garibaldi – Pensando em 2010, é difícil o partido tirar um candidato dessa massa sem lideranças. O PMDB não tem candidato. Ou vai de Aécio Neves, se ele vier para o partido, ou não tem ninguém. Poderia ser o Sérgio Cabral, mas ele está encontrando muitas dificuldades no governo do Rio.
Veja – Há alguma chance real de o governador de Minas, Aécio Neves, trocar o PSDB pelo PMDB?
Garibaldi – Eu não sou um dos articuladores desse projeto. Mas, se der certo, eu embarco nessa candidatura.
Veja – O presidente Lula aposta em Dilma Rousseff como sua candidata à sucessão e deu a ela o comando do PAC, para tentar fazê-la decolar. Lula e o PAC são suficientes para fazer de Dilma a próxima presidente?
Garibaldi – Se Dilma é a mãe do PAC, a candidatura dela vai depender dos filhos. Se esse PAC crescer mesmo, se esses filhos chegarem aos 16 anos e se tornarem eleitores, com o título no bolso, ela terá chance. Agora, se Dilma permanecer apenas com esse papel de coordenadora e o PAC não for esse canteiro lindo de obras, for só uma sigla, vai ser difícil demais emplacar.
Veja – O senhor acha que o PT, na hipótese de não encontrar um candidato ideal à sucessão, pode lançar uma ofensiva para dar um terceiro mandato a Lula?
Garibaldi – Pode, sim. Cada cidadão tem sua opinião, e eu vou dar a minha: eu não acredito que Lula vá topar essa parada. Ele está com uma imagem que não foi fácil conquistar, muito melhor do que quando ele iniciou essa luta para chegar à Presidência e ouvia gente dizendo que ia sair do país se ele ganhasse. Não houve debandada, não houve crise na economia. O presidente não vai querer jogar tudo isso fora por uma aventura do terceiro mandato. O que ele pode é querer voltar na eleição seguinte.
Veja – Qual o ponto forte do governo Lula?
Garibaldi – É uma coisa óbvia. Lula é um homem que foi fiel, pelo menos no imaginário popular, às suas origens. Chegou à Presidência, manteve a política econômica e voltou-se para a população mais pobre. Expandiu as bolsas e deu mais assistência aos pobres. Não sei se no futuro esses programas vão ser considerados bons, já que no interior do Nordeste muita gente não quer mais trabalhar porque está recebendo essa Bolsa Família. Prefere o dinheiro fácil a pegar no cabo da enxada. Agora, para a fome não há outra receita a não ser encher a barriga. Por isso o Lula é popular. Por isso não há quem possa hoje subir à tribuna do Senado e dizer que o Bolsa Família não é um bom programa.
Veja – E os pontos fracos?
Garibaldi – O problema é que Lula vê as coisas com um certo maniqueísmo. Tudo o que ele faz é bom. E quem fala mal dele, até quando é uma crítica bem-intencionada, é ruim. Então, ele passou a ser um divisor de águas, um dono da verdade. É lógico que existem falhas no governo dele. A reforma agrária dele não é boa. Ele não segura a exacerbação do MST. A política de Lula para o homem do campo é muito ruim. No Nordeste não tem mais ninguém vivendo direito da agricultura. Não existe grande produtor, não existe médio e o agricultor familiar só planta para subsistência. Outra falha é a falta de política de desenvolvimento regional, de investimento nas vocações econômicas das regiões.
Veja – O senhor foi relator da CPI dos Bingos, que desvendou uma série de escândalos no governo. Como o senhor avalia a corrupção no Executivo?
Garibaldi – O governo Lula foi muito frágil com a corrupção. Adotou uma política, para mim errada, de dizer que ninguém errou, que os corruptos foram vítimas de complôs, de circunstâncias. Sempre criando atenuantes. E se você cria atenuante cria impunidade. O próprio presidente adotou essa política muito compassiva com os auxiliares. Se o presidente não pune, não manda apurar, abre a porta para mais corrupção. Lula deveria ter cortado o mal pela raiz. Como não cortou, ficou sem condição de debelar a corrupção.
Veja – O senhor deve ouvir falar de reformas tributária e política desde que entrou na vida pública. Por que elas nunca saem?
Garibaldi – O país precisa muito de reforma política, previdenciária e tributária, mas já desperdiçamos muitas oportunidades. Lula e Fernando Henrique foram eleitos e reeleitos com grandes votações, tinham condições de enfrentar as resistências, mas não se empenharam. Isso só se faz no começo do governo, quando a popularidade é alta. Eu culpo essa falta de coragem dos últimos governantes para enfrentar essas questões mais a fundo. Isso é coisa para estadista. E falta estadista em nosso país.
Veja – Há alguma chance de aprovar a reforma tributária que está no Congresso até o fim do governo Lula?
Garibaldi – Este ano parece ser péssimo no Congresso por causa da eleição. Aparentemente, ninguém aposta um real que a reforma tributária saia. Mas eu aposto que essa reforma tributária, que não é a ideal, pode sair se o governo se empenhar com ela, for tolerante e dialogar com todos os lados envolvidos.
Veja – A vida do senhor mudou muito depois que assumiu a presidência do Senado?
Garibaldi – Mudou demais, meu filho, está muito mais complicada. Hoje eu tenho de atender a muitos compromissos em todos os estados. Estou correndo muito, me desdobrando muito. Estou fazendo o mesmo, mas com mais intensidade. Politicamente é muito bom, dá muito mais visibilidade. Mas dá um trabalho...
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Frases desta Segunda Feira
"Cuidado com o homem que não devolve a bofetada. Ele não a perdoou, nem permitiu que você se perdoasse." (Bernard Shaw).
"Perdoa a teus inimigos, mas jamais esqueças seu nome." (John F. Kennedy)
Tenham um bom dia!
"Perdoa a teus inimigos, mas jamais esqueças seu nome." (John F. Kennedy)
Tenham um bom dia!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Vêm, vamos embora, que esperar não é saber...
Desde antes dos bancos da Faculdade imaginava como seria possível mudar o mundo. Desde minha vinda para essa vida, como em todos os casos de filhos recém nascidos, meu pai depositou sobre mim todas as expectativas de um homem que recebia em seus braços seu primogênito.
O tempo, como tempo que é, fez aquilo para o qual existe em relação a nós: passou.
Meu pai se foi, deixou uma imensa saudade no coração dos amigos mais íntimos e, principalmente, de seus familiares, sem nunca, no entanto, ter vivenciado os sonhos que tinha para seus filhos. Mas, onde quer que esteja, consegue ver que criou pessoas dignas, com defeitos é claro, mas dignas. Não há uma decisão sequer, que eu tome nesta vida, em que não faça uma consulta mental a Deus e a esse homem.
O mundo, cheguei a conclusão que não será possível mudar, mas podemos deixar plantada a semente em nossa pequena Cidade na esperança que ela germine e, dê frutos.
Por esse motivo, minha decisão de me engajar na luta para transformar esta Cidade. Cidade que meu pai, um simples imigrante japonês, adotou como sendo sua.
Pensei muito, refleti a respeito dos prós e contras, das dificuldades que encontraria pelo caminho, as intrigas, as decepções e acusações que poderia vir a sofrer. Mas, como aprendi com o exemplo legado por meu pai que, um homem quando se engaja em uma luta, não deve desistir jamais, decidi me expor. Com afirmava meu saudoso e amado “velho”, se vitorioso, colherá os louros da vitória, se derrotado, deve levantar-se rápido e se preparar para as novas batalhas que ainda estarão por vir.
Sempre me dizia que, jamais deveria temer um adversário, mas, ao mesmo tempo, nunca menosprezá-lo. Afirmava que amigos, tanto quanto os inimigos, todos teremos nesta vida, mesmo que não desejemos estes últimos. E que deveria aprender a reconhecê-los e mais, que deveria aprender a distinguir os amigos dos inimigos.
Como disse ontem a um público seleto, não entrei no mundo político para mudar ninguém, vim para tentar, junto com outros tantos que comungam os mesmos ideais, mudar uma forma de pensamento, pregando e mostrando que os interesses pessoais não podem se sobrepor aos interesses da coletividade.
É passada a hora de se debater os rumos que desejamos para a vida política itapevense. Se pretendemos permanecer a sombra de antigos mandatários, ou se desejamos renovação.
Uma coisa é certa, está surgindo uma nova geração política em nossa cidade e, da qual me orgulho de fazer parte. Uma geração pautada pela franqueza, pela honestidade e, principalmente, pelo desejo de fazer o melhor por Itapeva. Uma geração cujo pensamento é voltado para o bem estar social, incremento do comércio local, implantação de um pólo industrial e geração de novos postos de trabalho.
Não é mágica não. Aliás, não existem mágicas, uma vez que não passam de ilusões. Existem planos, estudos e, mais importante que tudo, a possibilidade de ter, através da implantação de mecanismos simples, uma maior proteção ao comércio local- aquele que, além de empregos geram recursos aos cofres públicos.
Por esse desejo por mudanças é que nos reunimos e decidimos que a hora é agora. Que é hora de pôr fim ao fisiologismo, àquelas pessoas que fazem da política um meio de vida, aqueles que, para se protegerem são capazes de prometer o que não podem cumprir.
Está nascendo uma nova forma de fazer política, relegando ao passado aqueles que, ao passado pertencem devido a sua forma pequena de pensar. Está nascendo uma nova geração disposta a dar a cara para bater, mas sem permitir que a soberba, que tanto mal faz ao homem público, consiga atingi-los.
Nós, dessa nova geração, não desejamos o rompimento com as pessoas mais antigas da política local, ao contrário, queremos tê-los ao nosso lado como professores, como referencia, para que possam nos ensinar com seus erros. O que desejamos é que passem a pensar como nós e, assim, juntos, possamos fazer de Itapeva uma Cidade melhor para nossos filhos.
Fica aqui um convite á todos que desejarem conhecer essa nova forma de pensar, não importando idade, pois não se trata desse quesito, mas de mentalidade: juntem-se á nós, pois o único requisito exigido é amar Itapeva.
Takeyuti.
O tempo, como tempo que é, fez aquilo para o qual existe em relação a nós: passou.
Meu pai se foi, deixou uma imensa saudade no coração dos amigos mais íntimos e, principalmente, de seus familiares, sem nunca, no entanto, ter vivenciado os sonhos que tinha para seus filhos. Mas, onde quer que esteja, consegue ver que criou pessoas dignas, com defeitos é claro, mas dignas. Não há uma decisão sequer, que eu tome nesta vida, em que não faça uma consulta mental a Deus e a esse homem.
O mundo, cheguei a conclusão que não será possível mudar, mas podemos deixar plantada a semente em nossa pequena Cidade na esperança que ela germine e, dê frutos.
Por esse motivo, minha decisão de me engajar na luta para transformar esta Cidade. Cidade que meu pai, um simples imigrante japonês, adotou como sendo sua.
Pensei muito, refleti a respeito dos prós e contras, das dificuldades que encontraria pelo caminho, as intrigas, as decepções e acusações que poderia vir a sofrer. Mas, como aprendi com o exemplo legado por meu pai que, um homem quando se engaja em uma luta, não deve desistir jamais, decidi me expor. Com afirmava meu saudoso e amado “velho”, se vitorioso, colherá os louros da vitória, se derrotado, deve levantar-se rápido e se preparar para as novas batalhas que ainda estarão por vir.
Sempre me dizia que, jamais deveria temer um adversário, mas, ao mesmo tempo, nunca menosprezá-lo. Afirmava que amigos, tanto quanto os inimigos, todos teremos nesta vida, mesmo que não desejemos estes últimos. E que deveria aprender a reconhecê-los e mais, que deveria aprender a distinguir os amigos dos inimigos.
Como disse ontem a um público seleto, não entrei no mundo político para mudar ninguém, vim para tentar, junto com outros tantos que comungam os mesmos ideais, mudar uma forma de pensamento, pregando e mostrando que os interesses pessoais não podem se sobrepor aos interesses da coletividade.
É passada a hora de se debater os rumos que desejamos para a vida política itapevense. Se pretendemos permanecer a sombra de antigos mandatários, ou se desejamos renovação.
Uma coisa é certa, está surgindo uma nova geração política em nossa cidade e, da qual me orgulho de fazer parte. Uma geração pautada pela franqueza, pela honestidade e, principalmente, pelo desejo de fazer o melhor por Itapeva. Uma geração cujo pensamento é voltado para o bem estar social, incremento do comércio local, implantação de um pólo industrial e geração de novos postos de trabalho.
Não é mágica não. Aliás, não existem mágicas, uma vez que não passam de ilusões. Existem planos, estudos e, mais importante que tudo, a possibilidade de ter, através da implantação de mecanismos simples, uma maior proteção ao comércio local- aquele que, além de empregos geram recursos aos cofres públicos.
Por esse desejo por mudanças é que nos reunimos e decidimos que a hora é agora. Que é hora de pôr fim ao fisiologismo, àquelas pessoas que fazem da política um meio de vida, aqueles que, para se protegerem são capazes de prometer o que não podem cumprir.
Está nascendo uma nova forma de fazer política, relegando ao passado aqueles que, ao passado pertencem devido a sua forma pequena de pensar. Está nascendo uma nova geração disposta a dar a cara para bater, mas sem permitir que a soberba, que tanto mal faz ao homem público, consiga atingi-los.
Nós, dessa nova geração, não desejamos o rompimento com as pessoas mais antigas da política local, ao contrário, queremos tê-los ao nosso lado como professores, como referencia, para que possam nos ensinar com seus erros. O que desejamos é que passem a pensar como nós e, assim, juntos, possamos fazer de Itapeva uma Cidade melhor para nossos filhos.
Fica aqui um convite á todos que desejarem conhecer essa nova forma de pensar, não importando idade, pois não se trata desse quesito, mas de mentalidade: juntem-se á nós, pois o único requisito exigido é amar Itapeva.
Takeyuti.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Por quem os sinos dobram?
No badalo das horas, pergunto-me: Por quem os sinos dobram?
Seria chegada a hora de definições que tanto desejamos? Ou seria chegada a hora de se acordar para a realidade?
Analisando o passado, posso afirmar, sem usar "bola de cristal" alguma que, os erros cometidos terão suas faturas cobradas. Até mesmo os eventuais acertos, não terão o condão de amortizar a dívida que restou.
É estranho que, pessoas que se auto endeusavam, afirmando categóricamente tratar-se de uma pessoa que não precisava de ninguém, nem de nada e que afirmava bastar sua capacidade de administrar para satisfazer a população, hoje, buscarem desesperadamente apoio para sua continuidade onde é tido como "persona non grata".
Vamos ser sinceros, até que havia começado bem, colocando pessoas capacitadas em pontos estratégicos do seu governo, mas perdeu-se pelo caminho tortuoso do universo político. Perdeu-se porque cedeu as tentações que esse universo oferece e, onde aqueles que te bajulam serão os mesmos que o derrubarão.
Ao unir-se a tudo que mais desprezo em política (jogos de interesses, acordos costurados na calada da noite, esquecer que governar é fazer o melhor para a maioria e não para meia dúzia de colegas), um governante pode se perder de tal forma que nunca mais encontrará o caminho que, um dia, tinha como ideal.
Uma coisa é certa, querer agradar a população, por ele esquecida nos últimos 3 anos, gerenciar os cofres públicos como se o fossem de uma empresa, guardando o "vil metal" e descarregando-o em ano eleitoral com obras de qualidade duvidosa, pode fazer com que o feitiço vire contra o feiticeiro. Para ele e, aqueles que o cercam resta torcer para que as obras aguentem até após as eleições.
Estranho mesmo é agora, buscar onde perdeu, aquilo que tanto necessita: apoio que alguns lhe venderam, mas não podem entregar.
Realmente, está chegando a hora de descobrir, não por quem os sinos dobram, mas porque eles dobram.
Seria chegada a hora de definições que tanto desejamos? Ou seria chegada a hora de se acordar para a realidade?
Analisando o passado, posso afirmar, sem usar "bola de cristal" alguma que, os erros cometidos terão suas faturas cobradas. Até mesmo os eventuais acertos, não terão o condão de amortizar a dívida que restou.
É estranho que, pessoas que se auto endeusavam, afirmando categóricamente tratar-se de uma pessoa que não precisava de ninguém, nem de nada e que afirmava bastar sua capacidade de administrar para satisfazer a população, hoje, buscarem desesperadamente apoio para sua continuidade onde é tido como "persona non grata".
Vamos ser sinceros, até que havia começado bem, colocando pessoas capacitadas em pontos estratégicos do seu governo, mas perdeu-se pelo caminho tortuoso do universo político. Perdeu-se porque cedeu as tentações que esse universo oferece e, onde aqueles que te bajulam serão os mesmos que o derrubarão.
Ao unir-se a tudo que mais desprezo em política (jogos de interesses, acordos costurados na calada da noite, esquecer que governar é fazer o melhor para a maioria e não para meia dúzia de colegas), um governante pode se perder de tal forma que nunca mais encontrará o caminho que, um dia, tinha como ideal.
Uma coisa é certa, querer agradar a população, por ele esquecida nos últimos 3 anos, gerenciar os cofres públicos como se o fossem de uma empresa, guardando o "vil metal" e descarregando-o em ano eleitoral com obras de qualidade duvidosa, pode fazer com que o feitiço vire contra o feiticeiro. Para ele e, aqueles que o cercam resta torcer para que as obras aguentem até após as eleições.
Estranho mesmo é agora, buscar onde perdeu, aquilo que tanto necessita: apoio que alguns lhe venderam, mas não podem entregar.
Realmente, está chegando a hora de descobrir, não por quem os sinos dobram, mas porque eles dobram.
"Por vezes a ambição nos faz aceitar as funções mais baixas; é assim que se sobe e, na mesma postura se desce"
Jonathan Swift.
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute"
"Persistir na raiva é como pegar um pedaço de carvão incandescente com a intençao de atirá-lo no inimigo. Só aquele que o atira é que sairá ferido"
BUDA
"Um amigo falso e maldoso é pior que um animal selvagem; este pode ferir teu corpo, mas um falso amigo te ferirá a alma"
BUDA
"A sabedoria com as coisas da vida não consiste, em minha opinião, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes e o que fazer depois"
LEON TOLSTOI
"SE QUERES PREVER O FUTURO, ESTUDA O PASSADO" - CONFÚCIO
E para finalizar -
"NÃO SÃO AS ERVAS MÁS QUE AFOGAM AS BOAS SEMENTES E SIM A NEGLIGÊNCIA DO LAVRADOR"
Jonathan Swift.
"O homem comum fala, o sábio escuta, o tolo discute"
"Persistir na raiva é como pegar um pedaço de carvão incandescente com a intençao de atirá-lo no inimigo. Só aquele que o atira é que sairá ferido"
BUDA
"Um amigo falso e maldoso é pior que um animal selvagem; este pode ferir teu corpo, mas um falso amigo te ferirá a alma"
BUDA
"A sabedoria com as coisas da vida não consiste, em minha opinião, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes e o que fazer depois"
LEON TOLSTOI
"SE QUERES PREVER O FUTURO, ESTUDA O PASSADO" - CONFÚCIO
E para finalizar -
"NÃO SÃO AS ERVAS MÁS QUE AFOGAM AS BOAS SEMENTES E SIM A NEGLIGÊNCIA DO LAVRADOR"
Vale a Pena ler. Encontrei na NET
Novo Tempo, Nada de Novo
Novo Ano! Novo Século! Novo Milênio! O que podemos esperar desse novo tempo que se inicia? Saúde, educação, emprego, moradia? Bem, essas palavras simplesmente traduzem as necessidades básicas de qualquer cidadão no mundo. Não seria diferente para o povo brasileiro. O básico deixa de ser básico para ser artigo de luxo de alguns poucos brasileiros.
Pensam, alguns, que o povo brasileiro gosta de ser enganado, ludibriado. Podemos citar, como exemplo, a fantasiosa comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil, onde foi dada a largada para mais uma maratona de corrupção. Os mais "bem-intencionados" utilizaram o tema para dar asas a imaginação. Realmente, foi uma estratégia de marketing. O assunto serviu de tema, por exemplo, para escolas de samba de várias regiões do país. Panfletos, outdoors e souvenires diversos foram utilizados para que se fizesse notar os 500 anos. Será que o medo de que ninguém lembrasse da data era tão grande assim? Ou será que toda essa folclórica e exuberante manifestação ufanista que o governo impingiu ao povo brasileiro não teria a finalidade de desviar o foco da discussão sobre a nossa desigualdade social, mazelas e atitudes de governantes que mancham nossa bandeira com a tinta da corrupção?
A realidade é bem diferente. Lamentavelmente, o dia-a-dia do povo brasileiro não é feito de fantasias coloridas e plumas de pavão. Temos a falta de saneamento básico e a degradação ecológica. Peixes morrendo, dengue, cólera, esquistossomose, tuberculose e epidemias diversas. E onde está o dinheiro do CPMF? É cediço que este dinheiro seria destinado à saúde. E por que tanta gente morrendo por falta de atendimento médico e hospitalar?
Junto ao descaso com a saúde da população, um reflexo da insensatez dos governantes é a resistência em aumentar o salário mínimo. Nos últimos 30 anos, as pesquisas sobre os índices de criminalidade no País apontam o crescimento desordenado das regiões periféricas, a proliferação das favelas, a ausência da polícia, o desemprego, o caos da Saúde que se vê nos hospitais sucateados, escolas deterioradas, falta de lazer e educação, como detonadores da violência urbana.
A ineficiência, tanto do sistema penitenciário, quanto policial, é apenas reflexo de uma causa maior, o desequilíbrio social provocado pela má distribuição de renda. Há ainda a banalização da violência, o desrespeito, a falta de ética e seriedade com que os temas sociais são tratados por determinados veículos de comunicação, fazendo com que a violência pareça um sintoma normal.
Neste Brasil de "meu Deus", não fosse a resistência da nossa gente, nossas belezas naturais e a fertilidade do nosso solo, não teríamos quase nada a comemorar, quanto mais os 500 anos de Brasil. 500 anos de quê?
Em novos tempos, novos dias, podemos lembrar o trecho de uma canção que, a algum tempo atrás, dizia mais ou menos assim: "No novo tempo, apesar dos castigos. Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos... No novo tempo, apesar dos perigos. Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta. Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver". 1 Portanto, meus caros leitores, estamos vivendo e sobrevivendo os novos velhos tempos, pois, apesar de decorrido algum tempo desse tempo, os tempos não mudaram em nada, absolutamente nada.
Continuemos, pois, a clamar por nossos direitos! Não seremos coniventes com a falsidade ideológica dos supostos ideais que nossos governantes dizem ser para o bem do povo brasileiro. Continuemos, pois, a reivindicar o que, por direito, é nosso! O povo não precisa de promessas! O povo precisa de respeito, amparo e orientação, para que tome consciência de todos os seus direitos e deveres, como cidadãos brasileiros que são.
"Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida.
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida.
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer". 2
1 Trecho da música Novo Tempo, de autoria de Ivan Lins e Victor Martins.
2 Trecho da música Comida, dos Titãs.
© Texto produzido por Rosana Madjarof
Novo Ano! Novo Século! Novo Milênio! O que podemos esperar desse novo tempo que se inicia? Saúde, educação, emprego, moradia? Bem, essas palavras simplesmente traduzem as necessidades básicas de qualquer cidadão no mundo. Não seria diferente para o povo brasileiro. O básico deixa de ser básico para ser artigo de luxo de alguns poucos brasileiros.
Pensam, alguns, que o povo brasileiro gosta de ser enganado, ludibriado. Podemos citar, como exemplo, a fantasiosa comemoração dos 500 anos de descobrimento do Brasil, onde foi dada a largada para mais uma maratona de corrupção. Os mais "bem-intencionados" utilizaram o tema para dar asas a imaginação. Realmente, foi uma estratégia de marketing. O assunto serviu de tema, por exemplo, para escolas de samba de várias regiões do país. Panfletos, outdoors e souvenires diversos foram utilizados para que se fizesse notar os 500 anos. Será que o medo de que ninguém lembrasse da data era tão grande assim? Ou será que toda essa folclórica e exuberante manifestação ufanista que o governo impingiu ao povo brasileiro não teria a finalidade de desviar o foco da discussão sobre a nossa desigualdade social, mazelas e atitudes de governantes que mancham nossa bandeira com a tinta da corrupção?
A realidade é bem diferente. Lamentavelmente, o dia-a-dia do povo brasileiro não é feito de fantasias coloridas e plumas de pavão. Temos a falta de saneamento básico e a degradação ecológica. Peixes morrendo, dengue, cólera, esquistossomose, tuberculose e epidemias diversas. E onde está o dinheiro do CPMF? É cediço que este dinheiro seria destinado à saúde. E por que tanta gente morrendo por falta de atendimento médico e hospitalar?
Junto ao descaso com a saúde da população, um reflexo da insensatez dos governantes é a resistência em aumentar o salário mínimo. Nos últimos 30 anos, as pesquisas sobre os índices de criminalidade no País apontam o crescimento desordenado das regiões periféricas, a proliferação das favelas, a ausência da polícia, o desemprego, o caos da Saúde que se vê nos hospitais sucateados, escolas deterioradas, falta de lazer e educação, como detonadores da violência urbana.
A ineficiência, tanto do sistema penitenciário, quanto policial, é apenas reflexo de uma causa maior, o desequilíbrio social provocado pela má distribuição de renda. Há ainda a banalização da violência, o desrespeito, a falta de ética e seriedade com que os temas sociais são tratados por determinados veículos de comunicação, fazendo com que a violência pareça um sintoma normal.
Neste Brasil de "meu Deus", não fosse a resistência da nossa gente, nossas belezas naturais e a fertilidade do nosso solo, não teríamos quase nada a comemorar, quanto mais os 500 anos de Brasil. 500 anos de quê?
Em novos tempos, novos dias, podemos lembrar o trecho de uma canção que, a algum tempo atrás, dizia mais ou menos assim: "No novo tempo, apesar dos castigos. Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos... No novo tempo, apesar dos perigos. Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta. Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver". 1 Portanto, meus caros leitores, estamos vivendo e sobrevivendo os novos velhos tempos, pois, apesar de decorrido algum tempo desse tempo, os tempos não mudaram em nada, absolutamente nada.
Continuemos, pois, a clamar por nossos direitos! Não seremos coniventes com a falsidade ideológica dos supostos ideais que nossos governantes dizem ser para o bem do povo brasileiro. Continuemos, pois, a reivindicar o que, por direito, é nosso! O povo não precisa de promessas! O povo precisa de respeito, amparo e orientação, para que tome consciência de todos os seus direitos e deveres, como cidadãos brasileiros que são.
"Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida.
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida.
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé.
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer". 2
1 Trecho da música Novo Tempo, de autoria de Ivan Lins e Victor Martins.
2 Trecho da música Comida, dos Titãs.
© Texto produzido por Rosana Madjarof
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